Notícia Cascais24Horas| Bombeiro à civil foi quem dominou agressor violento no estacionamento do Continente na Galiza que fez dois feridos. “Vigilantes não fizeram nada”, denuncia

MARTIM P. o Bombeiro que enfrentou e neutralizou o agressor no estacionamento subterrâneo

Por VALDEMAR PINHEIRO | Jornalista CPJ 376

Foi um Bombeiro à civil e não qualquer vigilante que neutralizou, depois de uma luta corpo-a-corpo, o indivíduo, 22 anos, africano, que agrediu duas pessoas, uma delas gravemente, no último domingo, ao final da tarde, no estacionamento subterrâneo do Continente Modelo, na Galiza, Estoril.

Ex-bombeiro na corporação de Agualva-Cacém e atualmente a prestar serviço num Corpo de Bombeiros do concelho de Oeiras, Martim P, 27 anos, contou a Cascais24Horas que tudo começou ao dirigir -se ao estacionamento subterrâneo, depois de fazer compras com a mulher.

“Lá chegado, deparei-me com um indivíduo a exibir os órgãos genitais e a importuná-la. Mantendo a calma, pedi à minha esposa que entrasse no carro, saí do parque e dirigi-me de imediato ao vigilante à entrada para reportar a situação com urgência”, recorda, lembrando que “a resposta inicial foi de total descaso: além de desvalorizarem o alerta com um rádio, demonstraram uma postura pouco profissional e rude, perguntando repetidamente se o suspeito era negro, sem demonstrar qualquer intenção de agir. ​Pouco depois, um cidadão apareceu a correr, aflito, a avisar que uma mulher estava a ser agredida no piso inferior”.

Martim P. relata, ainda, que “o vigilante manteve-se indiferente e perante a inércia dos serviços de segurança”, decidiu correr novamente para o parque subterrâneo, deparando-se com um homem e uma mulher em luta com o agressor.

Conta, ainda, Martim P. que “o indivíduo derrubou o homem, que bateu violentamente com a zona occipital da cabeça, ficando imediatamente inconsciente, e começou a pontapeá-lo selvaticamente na face. Quando o agressor se virou contra a mulher, que gritava por socorro, não hesitei: atirei-me a ele para o derrubar e proteger as vítimas”.

“​Durante a luta corpo a corpo, o agressor tentou alcançar uma mochila para procurar uma arma. Para o impedir, voltei a intervir, conseguindo finalmente manietá-lo no chão com a ajuda posterior de um cidadão e de um funcionário do Continente”, recorda Martim P.

”Os seguranças não só nada fizeram para ajudar, como — pior ainda — quando finalmente intervieram, foi para tentar soltar o agressor e deixá-lo fugir! Só recuaram e mantiveram-no retido após eu os confrontar verbalmente e avisar que apresentaria queixa caso o libertassem”, acrescenta.

De acordo com o relato feito a Cascais24Horas, Martim P. ​enfrentou a situação sozinho durante mais de 20 minutos antes de receber apoio.

“Apenas mais tarde juntaram-se a mim dois colegas meus dos Bombeiros de Cascais, à civil e cujas identidades desconheço, com quem conseguimos estabilizar a vítima inconsciente que apresentava traumatismo craniano severo e a mulher até à chegada do socorro e da PSP”.

“​Como ex-elemento dos Bombeiros de Agualva-Cacém, a minha experiência permitiu-me agir com firmeza para proteger vidas. No entanto, é lamentável e perigoso que a narrativa pública tente atribuir méritos de segurança a quem manifestou total inércia e ainda tentou favorecer a fuga de um agressor perigoso”, conclui Martim P.

Recorda-se, conforme Cascais24Horas noticiou, que o agressor, estrangeiro e em situação ilegal no País, acabou por ser detido por agentes da PSP.

O ferido grave, um homem, 36 anos, foi transportado pelos Bombeiros do Estoril à urgência do Hospital de Cascais, tendo sido mais tarde transferido para São Francisco Xavier.

Também uma mulher, alegadamente companheira da vítima, foi alvo de agressões e foi assistida no local, sem necessidade de receber assistência hospitalar.

Para além de notificado para, voluntariamente, abandonar o território nacional, atenta a sua situação (irregular em território nacional) o agressor acabou por ver confirmada a prisão preventiva, tendo recolhido à cadeia de Caxias.

Trata-se, segundo Cascais24Horas apurou, de um indivíduo violento, ao qual não é conhecido qualquer modo de vida e que exibia frequentemente armas brancas contra pessoas na via pública, que ameaçava impunemente.

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