Jovem estrangeiro ilegal agrediu duas pessoas com x-ato no estacionamento do Continente Modelo na Galiza
O ferido grave, um homem, 36 anos, acabou por ser transportado pelos Bombeiros do Estoril à urgência do Hospital de Cascais, tendo sido mais tarde transferido para São Francisco Xavier.
Também uma mulher, alegadamente companheira da vítima, foi alvo de agressões e foi assistida no local, sem necessidade de receber assistência hospitalar.
Não foi divulgado o que esteve na origem das agressões.
Cascais24Horas apurou, entretanto, que o indivíduo, africano, é conhecido na área por ameaçar pessoas na via pública com recurso a armas brancas e, na sequência de estas agressões, terá visto confirmada a prisão preventiva.
Já em comunicado divulgado esta terça-feira, a PSP informa que os Polícias ao terem conhecimento do crime de agressões com armas brancas envolvidas, deslocaram-se ao local tendo verificado um aglomerado de pessoas que rodeavam um individuo do sexo masculino que se encontrava prostrado no solo, e que lhe prestavam os primeiros socorros.
No local encontrava-se o suspeito que apresentava um comportamento bastante alterado e agressivo, e que havia sido retido por um vigilante até à chegada da Polícia por forma a evitar a sua fuga.
Perante o comportamento não colaborante do suspeito e por haver fundadas suspeitas de que o mesmo poderia ter na sua posse uma arma, este foi manietado e algemado no solo, tendo de seguida sido sujeito a uma revista sumária, não tendo sido encontrado nada de ilícito na sua posse.
No decurso das diligências policiais e efetuada uma vistoria ao local da ocorrência, foi possível encontrar um x-ato ensanguentando a alguns metros do local onde foram efetuadas as agressões, que foi apreendido, e que segundo as testemunhas presentes teria sido usado para desferir os golpes nas vítimas.
Foi possível apurar ainda que o suspeito terá agredido a vítima, tendo esta caído e batido com a cabeça no solo ficando inconsciente, e em seguido pontapeado a mesma na cabeça. Ao tentar intervir, uma vítima do sexo feminino foi agredida pelo suspeito, tendo este usado um x-ato, resultando escoriações nos braços e na mão desta.
Ainda segundo a PSP, “pelo exposto, o suspeito foi detido e ainda notificado para, voluntariamente, abandonar o território nacional, atenta a sua situação irregular em território nacional.











Esclarecimento Público sobre os Acontecimentos no Continente Modelo da Galiza (Estoril)
ResponderEliminarEm relação à notícia veiculada sobre a ocorrência recente no parque de estacionamento do Continente Modelo na Galiza (Estoril), sinto a necessidade urgente de repor a verdade factual e corrigir o papel atribuído aos seguranças/vigilantes, pois a realidade dos factos foi significativamente diferente do que está a ser público.
Tudo começou quando, após fazer compras com a minha mulher e me dirigir ao estacionamento subterrâneo, deparei-me com um indivíduo a exibir os órgãos genitais e a importuná-la. Mantendo a calma, pedi à minha esposa que entrasse no carro, saí do parque e dirigi-me de imediato ao vigilante à entrada para reportar a situação com urgência. A resposta inicial foi de total descaso: além de desvalorizarem o alerta com um rádio, demonstraram uma postura pouco profissional e rude, perguntando repetidamente se o suspeito era negro, sem demonstrar qualquer intenção de agir.
Pouco depois, um cidadão apareceu a correr, aflito, a avisar que uma mulher estava a ser agredida no piso inferior. O vigilante manteve-se indiferente. Perante a inércia dos serviços de segurança, decidi correr novamente para o parque subterrâneo.
Ao chegar, deparo-me com um homem e uma mulher em luta com o agressor. O indivíduo derrubou o homem, que bateu violentamente com a zona occipital da cabeça, ficando imediatamente inconsciente, e começou a pontapeá-lo selvaticamente na face. Quando o agressor se virou contra a mulher, que gritava por socorro, não hesitei: atirei-me a ele para o derrubar e proteger as vítimas.
Durante a luta corpo a corpo, o agressor tentou alcançar uma mochila para procurar uma arma. Para o impedir, voltei a intervir, conseguindo finalmente maniatá-lo no chão com a ajuda posterior de um cidadão e de um funcionário do Continente.
Ao contrário do que é sugerido ou relatado, os seguranças não só nada fizeram para ajudar, como — pior ainda — quando finalmente intervieram, foi para tentar soltar o agressor e deixá-lo fugir! Só recuaram e mantiveram-no retido após eu os confrontar verbalmente e avisar que apresentaria queixa caso o libertassem.
Enfrentei a situação sozinho durante mais de 20 minutos antes de receber apoio. Apenas mais tarde se juntaram a mim dois colegas meus dos Bombeiros de Cascais, com quem conseguimos estabilizar a vítima inconsciente (que apresentava traumatismo craniano severo) e a mulher até à chegada do socorro e da PSP.
Como ex-elemento dos Bombeiros de Agualva-Cacém, a minha experiência permitiu-me agir com firmeza para proteger vidas. No entanto, é lamentável e perigoso que a narrativa pública tente atribuir méritos de segurança a quem manifestou total inércia e ainda tentou favorecer a fuga de um agressor perigoso. A verdade tem de ser reposta.