PJ apanha quinteto de falsos polícias que raptou em Cascais homem que foi torturado com maçarico de gás e placa elétrica


Por Valdemar Pinheiro | Jornalista CPJ 376

Inspetores da Direção Central de Combate ao Banditismo da Unidade Nacional Contraterrorismo da Polícia Judiciária (PJ) detiveram, esta quinta-feira, no concelho de Sintra, cinco indivíduos portugueses com idades entre os 29 e os 42 anos, suspeitos de, fazendo-se passar por polícias, terem raptado em abril último, em Cascais, um homem que foi submetido a torturas bizarras.

Os cinco suspeitos, segundo a PJ, estão “fortemente indiciados pela prática dos crimes de rapto agravado, extorsão na forma tentada, ofensas à integridade física grave qualificada e roubo, além de crimes de tráfico de estupefacientes”.

Foi na noite de 05 de abril último, em Cascais, que a vítima, um homem adulto, foi abordada junto à sua residência, perseguida e  introduzida numa viatura através de violência.

Durante várias horas, o homem foi transportado entre diferentes locais, sempre mantido manietado, amordaçado e privada da liberdade.

Foi repetidamente agredido e submetido a queimaduras provocadas com recurso a um maçarico de gás e uma placa elétrica, enquanto lhe era exigida uma elevada quantia em dinheiro ou a entrega de produto estupefaciente, como resgate para a sua libertação.

O homem acabou por ser abandonado na área de Rio de Mouro, tendo necessitado de internamento hospitalar devido às extensas e graves queimaduras e restantes lesões sofridas.

No decurso das buscas realizadas no âmbito da operação “Flamma” pelos inspetores da PJ foram apreendidos, entre outros objetos, dois maçaricos, utilizados nas agressões, equipamentos de comunicações, mais de mil euros em numerário, uma pistola de alarme, um colete balístico, um colete com inscrições alusivas a entidades policiais, uma luz azul rotativa, idêntica às utilizadas pelas forças de segurança, e uma balança de precisão.

Foram igualmente apreendidos sete quilos de canábis resina, suficiente para a composição de 30 mil doses individuais.

Segundo a PJ, “a investigação prossegue, sob a direção do Ministério Público do DIAP de Sintra”.

 








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