Empresa que fez segurança ao festival pela Paz nega agressões. Espetadores terão sido agredidos por elementos do staff

Cerca de 50 mil participaram no sábado do Cascais Fest na praia de Carcavelos

Por Valdemar Pinheiro | Jornalista CPJ 376

A Powershield, responsável por serviços de segurança privada no âmbito do Cascais Fest, não esteve envolvida nas agressões de que foram vítimas algumas pessoas, duas delas transportadas ao Hospital de Cascais, no final do festival pela Paz, que decorreu este sábado na praia de Carcavelos, assegurou, a Cascais24Horas, Marco Pereira, chefe operacional da empresa de segurança.

“Após verificação interna dos factos e da informação disponível relativamente à operação, não existe qualquer registo de intervenção, confronto ou agressão envolvendo elementos pertencentes à Powershield nos acontecimentos”, além de que “nenhum dos elementos identificados pelas autoridades pertence ou pertencia à equipa operacional da Powershield destacada para o evento”, garantiu o mesmo responsável operacional

A Powershield, assegurou, ainda, que “desenvolveu a sua atividade durante o evento no estrito cumprimento das funções que lhe estavam atribuídas, dos procedimentos operacionais definidos e da legislação aplicável à atividade de segurança privada, em articulação com as restantes entidades presentes no dispositivo de segurança e emergência”.

A mesma empresa reafirma o seu compromisso com uma atuação profissional, responsável e rigorosa, orientada para a proteção de pessoas e bens e para o cumprimento integral das normas aplicáveis à segurança privada.

Recorda-se que todas as informações chegadas a Cascais24Horas apontavam para que os incidentes tinham envolvido elementos da segurança, o que na altura foi confirmado por algumas fontes, mas que não veio a confirmar-se.

Agressões terão partido de elementos do staff

As agressões a espetadores no final do festival, que reuniu cerca de 50 mil pessoas, terão envolvido elementos do staff do produtor do evento, confirmou, esta terça-feira, a Cascais24Horas, o Comandante Marques Coelho, representante da Autoridade Marítima Nacional em Cascais.

Segundo o mesmo responsável, na altura dos incidentes a Polícia Marítima identificou algumas pessoas, quer alegados agressores, quer vítimas, encontrando-se neste momento o inquérito a cargo do Ministério Público de Cascais, autoridade judiciária à qual foram comunicados os factos.

Conforme Cascais24Horas noticiou, pelo menos duas pessoas, uma de 18 e outra de 24 anos tiveram necessidade de ser transportadas à urgência do Hospital de Cascais, enquanto outras tantas foram assistidas no local.

Aparentemente, na origem dos incidentes terá estado uma tentativa de saída de espetadores por uma área técnica e não pelas saídas identificadas, embora a familiar de alguns agredidos tenha garantido a Cascais24Horas quea saída estava a ser feita por ali em tempo algum nos informaram que não podia ser só quando estamos a chegar ao topo é que decidiram a uma dada altura já depois de terem saído centenas de pessoas é que fomos encurralados no topo da escada empurrados de cima para baixo e debaixo para cima e a solução do staff foi bater no primeiro que estava na frente um pai de 50 anos”.

Festival em torno do tema “Pela Paz”, a primeira edição do Cascais Fest foi promovido pelo município de Cascais, que, entretanto, “lamentou os incidentes num evento que constituiu um mega sucesso e cujo objetivo foi transmitir uma mensagem de Paz de Cascais para o Mundo”.


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