Cascais Fest pela Paz acabou com incidentes entre seguranças e espetadores. Dois feridos transportados ao Hospital


Por Valdemar Pinheiro | Jornalista CPJ 3765

A primeira edição do Cascais Fest, um festival em torno do tema “Pela Paz”, promovido pelo município de Cascais e que decorreu este sábado na praia de Carcavelos, com a participação de cerca de 50 mil pessoas, acabou em incidentes entre agentes de segurança privada contratados pela produção e espetadores, havendo a registar dois feridos, que foram assistidos no Hospital de Cascais e outros tantos no local pelas equipas de emergência pré-hospitalar dos bombeiros.

Em causa, segundo Cascais24Horas apurou, estiveram confrontos no final do festival entre seguranças e um grupo de pessoas, que terão procurado abandonar o recinto por uma área técnica e não pelas saídas identificadas.

À urgência do Hospital de Cascais, por serem alegadas vítimas de agressão, foram transportadas duas pessoas, uma de 18 e outra de 24 anos, pelos Bombeiros de Alcabideche, que integravam o dispositivo de segurança montado à volta do evento juntamente com os Bombeiros de Carcavelos e São Domingos de Rana, Autoridade Marítima, PSP, Polícia Municipal e Serviço Municipal de Proteção Civil.

Fonte municipal próxima do chefe do executivo Piteira Lopes disse, a Cascais24Horas, “lamentar este incidente que envolveu seguranças contratados pela produção, entretanto identificados pela Polícia Marítima, e espetadores num evento que constituiu um mega sucesso e cujo objetivo foi transmitir uma mensagem de Paz de Cascais para o Mundo”.

A tarde iniciou-se com a energia vibrante do DJ Disi, que abriu o festival e estabeleceu o ambiente festivo que marcaria toda a edição. Seguiu-se a atuação dos Gospel Collective, que levaram ao areal um momento de grande intensidade emocional, marcado pela força das vozes e pela participação espontânea do público. Ao pôr do sol, os HMB animaram a Praia de Carcavelos com um concerto cheio de ritmo e boa disposição, consolidando o caráter celebrativo desta nova iniciativa cultural.

Já no início da noite, a dupla Kyden B2B e Attilo acrescentou dinamismo e energia ao festival, preparando o público para os momentos seguintes. Com a noite instalada, Diego Miranda apresentou um set eletrónico que manteve a energia elevada, criando o ambiente ideal para o momento mais aguardado da noite.


No entanto, o grande momento da noite chegou com a entrada em palco de Padre Guilherme, o conhecido “Padre DJ”, cuja projeção internacional cresceu após a atuação na Jornada Mundial da Juventude, em Lisboa. A sua presença gerou uma onda de entusiasmo que percorreu toda a Praia de Carcavelos, transformando o recinto num cenário de comunhão e celebração coletiva.

Num espetáculo eletrizante, repleto de mensagens de união e amizade, o Padre Guilherme protagonizou um dos momentos mais intensos desta primeira edição do Cascais Fest. Juntou-se a Diego Miranda para interpretar “We Want Peace”, criando um instante simbólico que envolveu todos os presentes, dentro e fora do recinto.




Comentários

  1. A saida estava a ser feita tambem por ali a meio do procesdo vedaram e fommos empurrados no topo da escada ficando encurralados pelos que empurravam em baixo a solução do staf de camisolas laranjas a dizer cascais fest foi bater num pai de 50 que estava notopo com ums boms murros e depous o escalar da situação da mesma família foram assistidas 5 pessoas no hospital

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  2. Um concerto a promover a paz onde no primeiro instante eu e a minha familia somos agredidos pelos elementos contratados pelos promotores da festa. Acho de uma falta de profissionalismo, contratarem “miudos” com pouca capacidade para lidarem com uma festa como esta. Deveria haver autoridades, sejam eles policias ou seguranças (de verdade), em todas as areas de evacuação para poderem organizar de modo a todos sairem em segurança.
    Dando este episódio acrescento que felizmente ha filmagens e mostram nitidamente que foi o staff que começou a agredir o meu pai, eu agi e de seguida partiram para cima dos meus irmãos.
    É o dever da camara de cascais, da organização da festa e dos promotores colaborarem de verdade e entrarem em contacto connosco uma vez que foi necessário assistencia médica no momento e após o acontecimento.
    5 a dar entrada num hospital. UMA FAMILIA que simplesmente queria aproveitar a noite.
    Os seguranças colocados na area de evacuação em causa não se mexeram e nem impediram as agressões dadas pelo staff. Contudo dou os meus parabéns à policia maritima que chegou rapido e em grande quantidade e ajudaram nos em tudo o que foi possivel.

    Esperamos sinceramente que haja um apoio de quem dá a cara pela nossa cidade e por quem organiza e GARANTE segurança nestes eventos, em verem que não se trata de uma situação normal e o DEVER é ajudar.

    Todas as noticias tem de ser dadas conforme a verdade. Não é escrever 1/3 e o resto ser sobre o concerto.
    Minimo de respeito por quem sofreu danos e quem está traumatizado pela situação em que a familia foi colocada.

    Mariana.

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  3. A Câmara de Cascais promove iniciativas pela Paz, no mundo, encimadas pela cruz de Cristo e com um padre a animar a festa. Nada contra. Mas na Assemleia Municipal, chumbou 2 moções de apoio a Gaza, condenando a morte de 30.000 crianças inocentes. Que dizer desta coerência? 2 pesos e 2 medidas?

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    1. Uma noite que deveria ser de celebração terminou num verdadeiro momento de terror para várias vítimas. Eu própria não me encontrava no Festival de Carcavelos naquela noite. Recebi uma chamada a informar-me de que o meu irmão tinha sido agredido e que se encontrava no hospital. Não consigo descrever o que é receber uma chamada destas e, de seguida, ter de me deslocar ao hospital para me encontrar com o meu próprio irmão, sem saber exatamente o que lhe tinha acontecido. Foi um momento de enorme angústia e preocupação, que nenhum familiar deveria ter de viver por causa de uma noite que deveria ser de diversão e celebração. Foram cinco pessoas agredidas, tendo todas necessitado de assistência médica no Hospital de Cascais. Duas delas tiveram de ser transportadas de ambulância após perderem os sentidos no local, enquanto as restantes foram assistidas no hospital assim que chegaram. Uma das vítimas é o meu próprio irmão, que, na sequência das agressões, sofreu uma fratura do osso nasal e do septo nasal, necessitando de assistência médica.

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  4. Uma noite que deveria ser de celebração terminou num verdadeiro momento de terror para várias vítimas.
    A segurança presente no Festival de Carcavelos revelou, na minha opinião, uma preocupante falta de profissionalismo e de capacidade de resposta perante uma situação de agressão.
    Segundo o que foi possível presenciar, elementos da própria equipa de segurança acabaram envolvidos na situação, em vez de desempenharem a função que lhes competia: garantir a segurança e intervir de forma adequada perante uma ocorrência desta natureza.
    Foram cinco pessoas agredidas, tendo todas necessitado de assistência médica no Hospital de Cascais. Duas delas tiveram de ser transportadas de ambulância após perderem os sentidos no local, enquanto as restantes foram assistidas no hospital assim que chegaram. Felizmente, encontram-se todos bem, mas ficam as consequências físicas, emocionais e financeiras de uma situação que poderia, e deveria, ter sido evitada ou, pelo menos, devidamente controlada.
    Perante tudo isto, ficam várias questões sem resposta: quem irá assumir as despesas médicas? Quem irá responsabilizar-se pelos bens roubados? Quem irá assumir os custos relacionados com os documentos pessoais que foram levados?
    Até ao momento, passaram-se vários dias e, tanto quanto é do conhecimento das vítimas, não houve qualquer contacto ou manifestação por parte da organização do festival para saber o estado das pessoas envolvidas ou para prestar qualquer esclarecimento sobre o sucedido.
    É particularmente preocupante que um evento que recebeu mais de 50 mil pessoas tenha apresentado uma resposta de segurança que, perante uma situação desta gravidade, aparentou ser insuficiente. Num evento desta dimensão, é fundamental que a equipa de segurança seja devidamente preparada, experiente e capaz de atuar de forma rápida e profissional.
    Existe inclusivamente um vídeo que, segundo o que é possível observar, mostra elementos identificados como pertencentes à segurança aparentemente a assistir à situação sem uma intervenção eficaz, enquanto outros elementos, identificados por coletes amarelos e t-shirts laranja, se encontravam envolvidos na própria ocorrência. Trata-se de uma situação extremamente grave, que merece ser devidamente esclarecida pela organização.
    O objetivo de uma equipa de segurança deve ser prevenir, intervir e proteger, sobretudo quando estão em causa dezenas de milhares de pessoas.
    Uma noite que deveria ter sido marcada pela música, pela diversão e pela celebração acabou por se transformar num verdadeiro pesadelo para as vítimas e para quem as acompanhava.
    O mínimo que se exige agora é responsabilidade, esclarecimento e respeito pelas pessoas que foram afetadas. As vítimas não podem simplesmente ficar com os prejuízos físicos, emocionais e financeiros enquanto os responsáveis pelo evento permanecem em silêncio.

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  5. Uma noite que deveria ser de celebração terminou num verdadeiro momento de terror para várias vítimas.
    A segurança presente no Festival de Carcavelos revelou, na minha opinião, uma preocupante falta de profissionalismo e de capacidade de resposta perante uma situação de agressão.
    Segundo o que foi possível presenciar, elementos da própria equipa de segurança acabaram envolvidos na situação, em vez de desempenharem a função que lhes competia: garantir a segurança e intervir de forma adequada perante uma ocorrência desta natureza.
    Foram cinco pessoas agredidas, tendo todas necessitado de assistência médica no Hospital de Cascais. Duas delas tiveram de ser transportadas de ambulância após perderem os sentidos no local, enquanto as restantes foram assistidas no hospital assim que chegaram. Felizmente, encontram-se todos bem, mas ficam as consequências físicas, emocionais e financeiras de uma situação que poderia, e deveria, ter sido evitada ou, pelo menos, devidamente controlada.
    Perante tudo isto, ficam várias questões sem resposta: quem irá assumir as despesas médicas? Quem irá responsabilizar-se pelos bens roubados? Quem irá assumir os custos relacionados com os documentos pessoais que foram levados?
    Até ao momento, passaram-se vários dias e, tanto quanto é do conhecimento das vítimas, não houve qualquer contacto ou manifestação por parte da organização do festival para saber o estado das pessoas envolvidas ou para prestar qualquer esclarecimento sobre o sucedido.
    É particularmente preocupante que um evento que recebeu mais de 50 mil pessoas tenha apresentado uma resposta de segurança que, perante uma situação desta gravidade, aparentou ser insuficiente. Num evento desta dimensão, é fundamental que a equipa de segurança seja devidamente preparada, experiente e capaz de atuar de forma rápida e profissional.
    Existe inclusivamente um vídeo que, segundo o que é possível observar, mostra elementos identificados como pertencentes à segurança aparentemente a assistir à situação sem uma intervenção eficaz, enquanto outros elementos, identificados por coletes amarelos e t-shirts laranja, se encontravam envolvidos na própria ocorrência. Trata-se de uma situação extremamente grave, que merece ser devidamente esclarecida pela organização.
    O objetivo de uma equipa de segurança deve ser prevenir, intervir e proteger, sobretudo quando estão em causa dezenas de milhares de pessoas.
    Uma noite que deveria ter sido marcada pela música, pela diversão e pela celebração acabou por se transformar num verdadeiro pesadelo para as vítimas e para quem as acompanhava.
    O mínimo que se exige agora é responsabilidade, esclarecimento e respeito pelas pessoas que foram afetadas. As vítimas não podem simplesmente ficar com os prejuízos físicos, emocionais e financeiros enquanto os responsáveis pelo evento permanecem em silêncio.

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