Taxa Zero ao Volante apanhou 21 condutores com álcool na Abuxarda e na Marginal
Por Valdemar Pinheiro | Jornalista CPJ 376
A Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR), a Guarda Nacional Republicana (GNR) e a Polícia de Segurança Pública (PSP) apanharam 21 automobilistas com álcool, 76 dos quais a conduzirem em estado de embriaguez, no decurso da operação “Taxa Zero ao Volante” que decorreu esta quinta-feira, à noite, na rotunda de Abuxarda, no início da A16, e ao princípio da madrugada de sexta-feira na Marginal, junto ao forte da Giribita, em Oeiras.
Aos quase 400 automobilistas que foram sensibilizados pela ANSR e fiscalizados pela GNR e PSP nestas duas ações, foram efetuados um total de 342 testes de álcool.
Na Abuxarda, a GNR fiscalizou 248 condutores, que submeteu ao este de alcoolemia, tendo 16 deles acusado álcool no sangue, embora só 5 tenham sido detidos por condução em estado de embriaguez
Ainda na operação em Abuxarda, os militares do Destacamento de Trânsito detiveram um condutor sem carta e 19 outras infrações.
Já na Marginal, em que a operação esteve a cargo da PSP, foram fiscalizados 150 condutores e efetuados 94 testes de álcool, tendo sido cinco automobilistas apanhados com álcool no sangue e dois em verdadeiro estado de embriaguez.
Foi, igualmente, detido um automobilista por condução perigosa e outro por falta de habilitação legal para a condução.
Estas duas operações coincidiram com o arranque das tradicionais Festas do Mar, em Cascais.
Sensibilizar antes que seja tarde
A presença da ANSR nestas operações tem uma missão essencial: chegar diretamente aos automobilistas e promover escolhas que evitem acidentes antes de estes acontecerem.
Conduzir depois de consumir álcool compromete os reflexos, aumenta o tempo de reação e reduz a capacidade de decisão. Mesmo pequenas quantidades podem afetar a condução.
É por isso que a mensagem da campanha não deixa margem para dúvidas: o melhor resultado no teste é 0,0 g/l.
De acordo com dados da ANSR, em 2025, 28 em cada 100 vítimas de acidentes rodoviários autopsiadas em Portugal tinham uma taxa de álcool acima do limite legal. Entre estas, 78% apresentavam uma taxa igual ou superior ao valor considerado crime.
Estes números mostram por que razão prevenir a condução sob o efeito do álcool continua a ser uma prioridade de segurança rodoviária em Portugal.












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