Psicólogo suspeito de torturar jovens no Brasil trabalhou em escola de Matarraque
Por Valdemar Pinheiro | Jornalista CPJ 376
Djalma Henares, 56 anos, detido em Julho na Amadora, a pedido das autoridades brasileiras por uma série de torturas e abusos sexuais a, pelo menos, 24 jovens internados num centro de reabilitação no Brasil, integrou os serviços de psicologia e orientação no Agrupamento de Escolas Matilde Rosa Araújo, em Matarraque, na freguesia de São Domingos de Rana, onde também coordenou atividades de apoio socioeducativo e projetos de inclusão, apurou Cascais24Horas.
Psicólogo, instrutor de jiu-jitsu e com vários livros publicados destinados a ajudar os pais a lidar com filhos adolescentes, Djalma foi detido pelo Núcleo de Procurados e Desaparecidos do Departamento de Investigação Criminal da PSP, na sequência de um mandado para cumprir 17 anos e meio de prisão no Brasil.
Ele foi alvo de uma operação da polícia brasileira em 2014 e com medo de ser preso refugiou-se em Portugal, onde viveu nos últimos 12 anos sem levantar suspeitas e em contacto com vários menores e pais e terá mesmo chegado a participar em palestras relacionadas com a prevenção do bullying em ambiente escolar.
Na fuga para Portugal, veio acompanhado da mulher, Marluci Bellini, 48 anos, advogada e agora também detida pela prática dos mesmos crimes no Brasil, pela PJ na ilha de São Miguel, nos Açores, onde era instrutora de zumba.
O casal, no entanto, estaria separado desde 2017.
Em junho último, ambos foram condenados no Brasil a 17 anos e meio de cadeia pelos crimes graves praticados contra os utentes do centro de reabilitação, que eram vigiados pelos suspeitos 24 horas por dia com câmaras e desde então que faziam parte da lista de procurados pela Interpol.
Djalma e Marluci aguardam agora a extradição para o Brasil.










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