“Cascais precisa de clareza”, diz João Ruivo (PS) sobre o tema Marginal

Socialista João Ruivo defende que a Marginal precisa de obras e que Cascais precisa de clareza

Por Valdemar Pinheiro | Jornalista CPJ 376

João Ruivo, presidente da concelhia de Cascais do Partido Socialista (PS) e vereador, agora sem pelouro, no executivo municipal, afirmou, a Cascais24Horas, que “Cascais precisa de clareza e a Marginal de obras”.

Para João Ruivo, “Nuno Piteira Lopes deve esclarecer a mudança do seu discurso”, pois a 7 de outubro ”foram divulgadas declarações em que admitia a possibilidade de colocar portagens na Marginal para financiar intervenções, com isenção para os munícipes de Cascais” e “ dias depois, garantiu ao Cascais24Horas, que não existe qualquer intenção de o fazer”.

Segundo o dirigente socialista, “não havia uma decisão aprovada de cobrar portagens, havia, porém, uma possibilidade admitida pelo próprio presidente da Câmara, que deu origem à preocupação dos cidadãos”.

“Afastar as portagens é positivo”, reconhece João Ruivo, segundo o qual “se o presidente reconsiderou, deve explicar o que o levou a mudar de posição. É que, dar o dito por não dito, deixa dúvidas sobre a forma como está a conduzir este processo”.

“Quem utiliza a Marginal precisa de uma estrada bem conservada e de obras que melhorem a segurança”, defende o dirigente socialista e vereador na oposição.

“A Câmara de Cascais deve dar prioridade a esses intervenções e explicar aos cidadãos quando vão avançar”, acrescentou João Ruivo a Cascais24Horas, não sem deixar o alerta de que “deixar os problemas por resolver tem consequências para as pessoas e os cascalenses continuam à espera de conhecer o plano para a estrada”.

Depois de recordar que “numa declaração datada de 18 de junho, assinada por Nuno Piteira Lopes, o município afirma que prescinde dos recursos financeiros para a manutenção, conservação e reparação de vários troços de estrada, incluindo a Marginal, assumindo integralmente os encargos com meios financeiros próprios”, João Ruivo relembra que “ a lei permite uma transferência acompanhada de recursos financeiros e prevê um procedimento simplificado em que o município prescinde deles”.

“A declaração”, recorda João Ruivo, “invocou o último enquadramento, mas não permite concluir que tenha sido recusada uma oferta de valor concreto, mas regista o compromisso formal do município de assumir aqueles encargos”.

Ainda de acordo com o dirigente socialista, “a Câmara precisa de explicar como se articulam estas posições, depois de, em junho declarar que assumiria a despesa com meios próprios e depois o presidente admitiu portagens para financiar intervenções e agora afasta a intenção”.

“O presidente não pode considerar o assunto encerrado apenas porque garante agora que não haverá portagens e continua a dever uma explicação sobre as suas declarações e uma resposta sobre as obras”, concluiu João Ruivo, não sem antes reafirmar que “a Marginal precisa de obras e cabe à Câmara dizer como vai concretizá-las e cumprir o que assumiu”.

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Comentários

  1. Um caso “amoroso” do Passado entre o actual Presidente e o ex-Vice-Presidente resolvido pelo seu “Padrinho” com um telefonema. Dica: Cascais é o 5o mais populacional e o 4o Concelho que traz relíquias ao país governado por quem ?…

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